Uma história que não deveria ter acontecido. Mas que os dois estavam esperando há tempo demais.
A gente se conheceu por acaso. Ela chegou no consultório substituindo um cuidador. Bonita? Não. Estonteante. Aquela beleza que não tenta. Corpo justo, olhar escuro, boca desenhada pra provocar sem dizer nada.
Primeiro foi profissional. Fria até demais. Me ajudava com a maca, arrumava a cadeira, perguntava se precisava de apoio pra trocar de posição. Mas tinha algo ali, no tempo do toque. Um segundo a mais. Um deslize proposital. A ponta dos dedos dela dizia o que a boca fingia não saber.
Na segunda sessão, senti os olhos dela demorarem. Primeiro nas minhas mãos. Depois nos meus braços. E, por fim, onde o volume da calça começava a chamar atenção. Eu vi. Ela viu que eu vi. Não dissemos nada.
Na terceira, ela se abaixou pra me ajustar na posição e o corpo dela encostou no meu. Os seios pressionados no meu peito, a respiração acelerada. A mão dela foi parar mais baixo, sem pressa, como se testasse meus limites. Ela sabia exatamente onde estava tocando.
“Você consegue sentir aqui?”
O sussurro veio quente no meu ouvido, e eu respondi só com o olhar.
Ela entendeu.
Depois da sessão, ela não foi embora. Ficou. Disse que queria “ajudar mais”. Fechou a porta do consultório, apagou a luz e deixou o silêncio tomar conta. O ar ficou espesso, denso, molhado de intenção.
Ela ajoelhou entre minhas pernas. A mão firme subiu devagar pela minha coxa, desenhando o contorno do que já estava endurecido ali. Olhou nos meus olhos com aquele sorriso de quem sabia que tinha o controle. Mal sabia ela…
Minha mão foi direto na nuca dela. Segurei com firmeza. Conduzi. A cabeça dela desceu, obediente. E ali, entre a cadeira e a loucura, o que era fisioterapia virou desejo sem freio.
A respiração dela tremia. O corpo pedia mais. E eu dava, no meu ritmo, do meu jeito. Sentado. Com as rodas travadas. Mas com ela completamente solta.
Naquela noite, ela entendeu que um homem na cadeira não é menos homem. Às vezes, é mais. Porque sente com a alma, domina com a voz e fode com o corpo inteiro, até onde a pele alcança e muito além do que se espera.
Ela saiu com as pernas bambas. Eu, com o gosto dela na boca e o cheiro dela nas mãos.
E ainda tinha mais sessões pela frente.
Mas a próxima, quem ia precisar de cuidado era ela.
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M.